A mansão permanecia silenciosa desde a chegada de Arthur. Mesmo os sons costumeiros — passos, portas, vozes distantes — pareciam menores, mais contidos. Lisanne observava da janela do segundo andar, o céu encoberto pelas nuvens da noite, e a lembrança da conversa com o ancestral ainda pulsava em sua mente.
Arthur não falava por vaidade. Suas palavras tinham peso porque vinham de séculos de observação. E naquele encontro, ele dissera a ela exatamente o que não queria ouvir, mas talvez o que pre