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CAPÍTULO 4 — O Caos Mais Doce da Noite

A festa estava tão cheia que o ar parecia vibrar junto com o grave da música. Luzes roxas e vermelhas cortavam a escuridão, iluminando rostos suados, corpos dançando perto demais, risadas altas, gente tropeçando, gente se pegando nos cantos sem o menor pudor.

Era o caos. O tipo perfeito.

E, por algum motivo que eu ainda não entendia… eu estava amando.

Júlia desapareceu em dez minutos, como sempre. Clara arrastou alguém pra pista. E eu fiquei ali, entre o bar improvisado e o corredor, tentando decidir se dançava, se fugia… ou se deixava a noite decidir por mim.

Foi quando senti um toque no meu pulso.

Não forte. Não invasivo. Só… presente.

— Achei você.

A voz dele era baixa, firme, com um sorriso que eu senti antes mesmo de ver.

Eu virei.

E ele estava ali.

O cara da noite anterior. O mesmo que tinha me encarado como se me lesse. O mesmo sorriso torto, a mesma camisa escura colada no peito, o cabelo bagunçado de um jeito perigoso.

— Estava me procurando? — perguntei, tentando não sorrir, mas falhando miseravelmente.

— Eu estaria mentindo se dissesse que não. — Ele se aproximou um pouco. Só um pouco. O suficiente pra minha respiração falhar. — Luna.

A forma como ele disse meu nome foi quase uma carícia.

A música mudou para algo mais lento, quente, que fazia o chão tremer. E quando ele deu um passo pra perto, eu dei sem perceber.

— Você dança? — ele perguntou.

— Não muito bem.

— Ótimo. Nem eu.

Ele estendeu a mão. Eu dei a minha.

E não sei se foi o álcool, a vibe da festa ou o fato de que Luna estava ganhando mais espaço dentro de mim…

Mas eu fui.

Ele me puxou devagar, sem pressa, como se estivesse pedindo permissão com cada movimento. Minha mão foi parar no peito dele; a dele, na minha cintura, firme o suficiente pra me manter ali, suave o bastante pra eu sentir segurança.

A gente dançou.

Quer dizer… se mexeu junto, seguindo o ritmo que o calor dos nossos corpos criava.

E a cada minuto, a distância entre nós diminuía.

A respiração dele batia no meu queixo.

O perfume grudava na minha pele.

Os olhos dele não saíam da minha boca.

— Você não parece alguém que aparece pouco por aqui — ele disse, com a voz rouca.

— Hoje eu estou… experimentando.

O sorriso dele veio lento, perigoso.

— Então deixa eu te dizer uma coisa?

Eu assenti.

Ele se inclinou até o lábio dele quase encostar no meu. Quase.

— Isso te cai muito bem.

Eu perdi o ar.

E ele percebeu.

A boca dele roçou a minha só o suficiente para provocar. Um toque leve, quase inocente — mas que incendiou tudo dentro de mim.

Ele voltou a beijar, dessa vez de verdade.

Devagar primeiro.

Depois firme.

Depois daquele jeito que faz o mundo sumir.

Eu me agarrei na camisa dele sem perceber. Ele me puxou mais perto. As pessoas ao redor sumiram — ou talvez eu não ligasse mais.

Era só nós dois.

O gosto dele.

O calor dele.

O jeito que ele parecia saber exatamente quando aprofundar o beijo, quando respirar, quando rir contra minha boca.

Quando nos separamos, eu estava tonta. Literalmente.

— Uau… — escapou de mim.

Ele encostou a testa na minha.

— Eu estava esperando isso desde ontem.

Meu coração deu um salto tão alto que eu senti até no estômago.

A música voltou a subir, a pista voltou a se agitar, alguém esbarrou na gente, mas ele não tirou as mãos da minha cintura.

Nem eu queria que tirasse.

— Luna… — ele murmurou, olhando direto nos meus olhos. — A festa tá boa, mas…

Ele deu um meio sorriso, desse que promete sem vulgaridade.

— Quer encerrar essa noite só nós dois?

Meu estômago virou um redemoinho quente.

Eu respirava rápido. Ele também.

E pela primeira vez em muito tempo…

Eu não pensei.

Eu senti.

E a resposta saiu sozinha, baixa, sincera, perigosa:

— Quero.

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