O jantar do ensaio terminou como essas coisas sempre terminam:
risadas demais, taças vazias, promessas de que “vai ser lindo”.
Eu sorria. Respondia. Cumpria o papel.
Mas por dentro, eu estava em estado de alerta.
Pedro estava do outro lado da mesa, mais quieto do que antes. Não me encarava diretamente, mas eu sentia a presença dele como uma pressão constante, quase física. Como se a qualquer momento algo fosse ceder.
Quando os últimos convidados começaram a se despedir, minha mãe parecia radian