O jantar do ensaio terminou como essas coisas sempre terminam:risadas demais, taças vazias, promessas de que “vai ser lindo”.Eu sorria. Respondia. Cumpria o papel.Mas por dentro, eu estava em estado de alerta.Pedro estava do outro lado da mesa, mais quieto do que antes. Não me encarava diretamente, mas eu sentia a presença dele como uma pressão constante, quase física. Como se a qualquer momento algo fosse ceder.Quando os últimos convidados começaram a se despedir, minha mãe parecia radiante. Segurava o braço de Marcus, animada, falando sobre flores, música, detalhes pequenos que, pra ela, significavam tudo.— Estela — ela disse, se virando para mim — você nem entrou na piscina desde que chegou.Eu pisquei.— Ainda não.Ela sorriu daquele jeito casual, inocente demais para o caos que eu carregava.— Então vamos fazer o seguinte — disse ela, olhando para Pedro também. — Eu vou colocar uma roupa mais confortável. Se quiserem, podem ir pra piscina… ou pra hidromassagem. A água está
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