O quarto estava silencioso demais.
Não o silêncio confortável do fim da noite, mas aquele que sobra quando a casa já acordou e as pessoas decidiram não dizer tudo o que pensam. Um silêncio atento, quase vigilante.
Fiquei parada no centro do quarto, sentindo o peso das escolhas espalhadas sobre a cama. Não eram roupas. Eram versões. Cada peça parecia carregar uma narrativa possível, um caminho que eu poderia seguir — e, ao mesmo tempo, evitar.
Passei os dedos pelo tecido da primeira. Era bonita.