Levaram Mena algemado para uma sala do outro lado do pátio, antiga sala de crise. O cheiro de diesel ainda vinha da jaqueta quando o sentaram à mesa de metal, as mãos presas à argola fixada no tampo.
Herrera dispensou curiosos. Ficou apenas com um agente na porta e o gravador no centro da mesa, a luz vermelha acesa.
— Nome completo — pediu.
Mena encarou o aparelho, como se achasse tudo uma encenação inútil.
— Você sabe o meu nome — resmungou. — Está nos bilhetes, nos relatórios, nos pesadelos d