Herrera não perdeu tempo quando chegou. Mal cumprimentou Esteban no hall, já foi pedindo:
— Câmera e café. Nessa ordem.
Foram direto para o escritório. Rafael estava de pé, tablet na mão.
— Cerca lateral, vinte e três e quarenta e dois — disse. — Aqui.
O delegado sentou, pôs os óculos e acompanhou em silêncio. Viu os faróis, o caminhão entrando no ponto cego, a sombra do motorista por alguns segundos.
— Dá um pause aqui — pediu. — Um pouco antes dele sumir.
Esteban congelou a imagem. A figura era só um contorno.
— Não é moleque — Herrera avaliou. — Jeito de homem de estrada. Ombro largo, peso no passo.
— A placa não aparece inteira — Esteban comentou. — Só esse pedaço.
Deu zoom na parte de baixo da tela. Dois números e uma letra apareciam com dificuldade.
— Já é alguma coisa — o delegado disse. — Vamos cruzar com o tal Hugo Mena.
Nicolás entrou com o notebook.
— Trouxe tudo o que temos dele — avisou. — Contrato, habilitação, ficha da transportadora, foto de evento.
A imagem mostrava u