Camila ainda estava com o gosto do beijo quando bateram na porta. Ela se ajeitou na cama, tentando parecer menos bagunçada do que estava.
— Entre.
Ingrid entrou com a prancheta e o aparelho de pressão pendurado no pescoço.
— Cheguei na hora errada?
— Chegou na hora de fingir que não viu nada — Camila respondeu. — Mas pode ficar. A festa aqui é mais emocional do que física.
— Ainda bem, porque físico está proibido. — Ingrid se aproximou. — Como você está?
— Mais calma do que de manhã. O bebê também.
— O bebê é meu foco. O resto vocês dois resolvem. — Ela ergueu o manguito. — Braço.
Camila estendeu o braço, respirando fundo.
— Antes do sermão, preciso te contar uma coisa.
— Se for “vou descer a escada escondida”, te interno.
— Não é fuga. — Ela olhou para Rafael, sentindo o coração acelerar. — Ele me pediu em casamento.
Ingrid congelou.
— Eu ouvi certo?
— Ouviu — Rafael confirmou. — E ela aceitou.
A médica voltou a se mexer, apertando o velcro com firmeza.
— Claro que aceitou. Só espero