Camila acordou no meio da noite com vontade de ir ao banheiro e uma pressão estranha no baixo ventre. Não era dor forte, mas suficiente para deixá-la alerta. Ficou quieta alguns segundos, sentindo o bebê mexer.
— Está doendo? — Rafael perguntou atrás dela.
Ele estava acordado, apoiado no cotovelo.
— Não. Só um incômodo. Acho que ele está se ajeitando.
— Quer que eu chame a Ingrid?
— Se você chamar a Ingrid toda vez que ele espirrar aqui dentro, ela interna você, não eu — murmurou. — Me ajuda a levantar.
Ele a acompanhou até o banheiro e de volta. Quando ela deitou de novo, o desconforto já tinha diminuído.
— Viu? — sussurrou. — Falso alarme.
— Prefiro dez falsos alarmes do que um verdadeiro — ele respondeu, passando a mão pela barriga.
Rafael pegou o controle e ligou a televisão, sem som. Era só um brilho no quarto, até Camila notar a tarja vermelha.
— Coloca som.
— Não quero você vendo desgraça.
— Eu já estou noiva de você e grávida na Hacienda. Coloca.
Ele aumentou. Uma repórter fal