Camila ainda estava acordada quando Ingrid voltou com a prancheta.
— Pressão boa, bebê calmo. — Conferiu os números. — Agora só falta o pai não inventar mais nenhum susto hoje.
— Se ele subir falando em reunião, eu mesma expulso — Camila respondeu.
— Se ele subir, você respira fundo, conversa e não briga. — Ingrid guardou o aparelho. — Nada de pico de adrenalina, combinado?
— Combinado.
A médica saiu. O quarto ficou quieto até a maçaneta girar de novo. Rafael entrou sem blazer, mangas dobradas, nó da gravata afrouxado.
— Bateu o ponto? — Camila perguntou.
— Assembleias, conselheiros, advogado, imprensa. Já falei demais por hoje. — Ele fechou a porta. — Agora só falta a parte que importa.
— A parte que importa está aqui, presa na cama. — Ela passou a mão na barriga. — E querendo saber se ainda tem casa para morar.
Ele se aproximou, sentou na borda da cama.
— Tem. O conselho continua comigo. O comitê vai fiscalizar, mas não tira o que é nosso.
— Então você ainda é o rei do agave — ela p