🌕 CapĂtulo 14 — Aquele que Vigia
O dia estava pesado, escuro, como se o cĂ©u inteiro tivesse descido um pouco mais sobre a floresta. As nuvens espessas carregavam uma eletricidade silenciosa, como se uma tempestade estivesse prestes a cair, mas a chuva nĂŁo vinha. O ar parecia denso demais, difĂcil de respirar, e cada sopro de vento carregava o cheiro Ăşmido de terra molhada e madeira antiga. Marina sentia o peso dessa atmosfera no corpo, mas principalmente no braço. A marca latejava sob a pele, viva, ardendo como fogo lĂquido que