Mundo de ficçãoIniciar sessãoEla passou a vida tentando ser levada a sério. Ele passou a vida fingindo ser alguém que o mundo pudesse amar. Quando uma chef talentosa, ainda lutando por reconhecimento, aceita ir a uma festa que não combina com ela, a última coisa que espera é encontrar alguém que a faça esquecer o resto do mundo. Misterioso, leve e absurdamente fácil de conversar, ele parece… normal demais para aquele lugar. Até deixar de ser. Dias depois, o reencontro acidental vira rotina. Conversas viram conexão. E o que começa como algo leve rapidamente se transforma em algo perigoso — porque enquanto ela se apaixona pelo homem que acredita conhecer, o mundo inteiro já sabe exatamente quem ele é. Um dos cantores mais famosos do país. Intocável. Impecável. E completamente fora do alcance dela. Quando fotos dos dois vazam e sua vida vira um espetáculo público, ela se vê diante de uma escolha impossível: desaparecer… ou aceitar um contrato que pode mudar tudo. Um relacionamento falso. Regras claras. Nenhum envolvimento emocional. Mas quanto mais eles fingem, mais difícil se torna separar atuação de verdade. E quando sentimentos reais ficam cada vez mais intenso em um acordo construído sobre mentiras, alguém sempre pode sair machucado.
Ler maisMaya saiu do café com um sorriso que mal conseguia esconder. Durante todo o caminho até o carro, segurou o celular nas mãos como uma criança que guarda um segredo bom demais para esperar. A primeira pessoa em quem pensou foi Gabriel. Sempre era.Ligou. Chamou algumas vezes. Caixa postal. Ela sorriu. Provavelmente reunião, nada demais.Mandou uma mensagem."Acabei de sair. Preciso muito te contar uma coisa ❤️"Guardou o celular e seguiu para o restaurante. Quarenta minutos depois, enquanto se trocava no banheiro, o telefone vibrou.— Desculpa, amor. Reunião. O que aconteceu?Maya sorriu imediatamente.'— Te conto em casa ❤️"Ficou imaginando a reação dele. Imaginando os olhos castanhos brilhando, Imaginando ele a abraçando... Imaginando Gabriel dizendo que estava orgulhoso dela.Quando chegou na cobertura, já passava das dez da noite. Escura. Silenciosa... Estranhamente silenciosa. Ela tirou os sapatos na entrada e pegou o celular.Uma mensagem."Amor, a reunião atrasou. Acho que vou d
O relógio marcava quatro e vinte e cinco quando Maya finalmente conseguiu tirar o dólmã. O turno do almoço tinha sido corrido. Não caótico, mas movimentado o suficiente para que ela só percebesse que estava nervosa quando se viu sozinha no pequeno banheiro dos funcionários, encarando o próprio reflexo no espelho.Soltou os cabelos presos desde cedo e passou os dedos entre os fios, tentando dar algum jeito na bagunça. Suspirou, aproximou a camisa do rosto e fez uma careta.— Ainda estou com cheiro de cozinha.Abriu a bolsa e pegou o perfume. Uma borrifada. Depois outra. E mais uma. Parou, encarando o próprio reflexo novamente.— Pronto, agora estou com cheiro de alho e perfume.Acabou rindo sozinha.Vestiu a camisa azul que havia trazido de casa, passou um pouco de batom e olhou para o celular. Quatro e trinta e dois. Helena tinha mandado uma mensagem."Sem pressa. Já cheguei e estou pedindo café."Maya sentiu o estômago se apertar. Porque aquilo era real. Não era uma ideia, não era um
Maya saiu do banheiro enxugando os cabelos com uma toalha pequena enquanto caminhava pelo corredor. Tinha acabado de vestir uma camiseta larga de algodão e um short confortável. Depois de mais um turno intenso no restaurante, um banho quente sempre parecia separar a cozinheira da mulher que voltava para casa.Assim que entrou na sala, encontrou Gabriel sentado no sofá. Uma taça de vinho repousava sobre a mesa de centro, mas parecia esquecida. Ele a observava em silêncio, como se estivesse esperando exatamente aquele momento.Maya parou no meio do caminho.— O que foi?Gabriel não respondeu de imediato. Continuou olhando para ela com um sorriso discreto, quase contemplativo.Ela deu mais alguns passos, aproximando-se.— Você está me encarando.— Estou.— E pretende continuar?— Enquanto você deixar.Maya riu baixinho.— Isso é um pouco assustador.— Discordo.— Ah, é?— Acho que é um privilégio.Ela cruzou os braços.— E o motivo desse privilégio seria...?Gabriel levantou do sofá e ca
Gabriel empurrou a porta do quarto de Maya com o ombro, tomando cuidado para não acordá-la. Ela continuava profundamente adormecida, com um dos braços apoiado sobre o peito dele, completamente alheia ao fato de ter sido carregada da sala até a cama. Com delicadeza, ele a acomodou sobre o colchão, ajeitou o travesseiro sob sua cabeça e puxou o cobertor até seus ombros.Por um instante, ficou apenas olhando. A cobertura inteira estava silenciosa, mas naquele quarto parecia existir um tipo diferente de paz. Maya respirava lentamente, o rosto parcialmente escondido pelos fios do cabelo ainda úmido do banho que tomara antes de adormecer no sofá esperando por ele. Gabriel afastou uma mecha delicadamente e depositou um beijo leve em sua testa.Quase deitou ao lado dela. Quase fechou os olhos. Quase deixou que o cansaço o vencesse. Mas havia outra ideia ocupando sua cabeça desde que estacionara o carro na garagem.Saiu do quarto na ponta dos pés e fechou a porta sem fazer barulho. Olhou o rel





Último capítulo