SAVANA
O barulho dos cascos ainda ressoava dentro da minha cabeça, como se a terra tivesse guardado a lembrança e me devolvesse em ondas. O coração insistia em bater descompassado, acelerado demais, e mesmo com Amber já segura nos meus braços eu não conseguia parar de tremer.
A imagem não saía da minha mente: a vaca bufando, os olhos arregalados, a poeira subindo atrás dela, e minha filha correndo, tão pequena, tão vulnerável, com os bracinhos erguidos como se pudesse se proteger com nada além