SAVANA
O sol da tarde já tinha perdido a pressa quando decidi tirar Amber da frente da televisão e levá-la para o pasto.
Depois de um dia cheio — reuniões, ajustes no galpão, treinamento de Relâmpago —, tudo que eu queria era um pouco de silêncio que não pesasse. E nada acalma mais do que o som ritmado de um cavalo caminhando entre cercas e vento.
Amber correu até a cerca com as tranças balançando, a alegria leve de quem tem o mundo inteiro pela frente.
— Mãe! Posso ir no meu cavalo? — pergunto