Mundo de ficçãoIniciar sessãoAria Sanchez sempre foi uma assistente pessoal dedicada, escondendo seus sentimentos pelo chefe, Alexandro Barroso, um CEO arrogante e intransigente. Mas tudo muda quando um acidente de carro os deixa feridos e Alexandro, sem memória. Sozinha no hospital, Aria, desesperada para ajudá-lo, se passa por sua noiva para obter informações sobre seu estado de saúde e garantir que ele não fique sozinho. No entanto, a mentira se torna um fardo insustentável, e a descoberta de sua gravidez só complica ainda mais a situação. Alexandro pode não se lembrar do passado, mas duas certezas o assombram: ele sempre foi um solteiro convicto e sente uma atração irresistível por Aria. Para piorar, a proximidade dela com Adriano Pérez, seu sócio e amigo de confiança, desperta um ciúme incontrolável, e quando ele por acidente descobre que Aria está grávida, o que o leva a suspeitar que o filho que Aria espera pode ser de Adriano. Enquanto Adriano investiga a sabotagem que causou o acidente e o desfalque milionário na empresa, Alexandro se vê cada vez mais perdido entre a falta de memória, os sentimentos intensos por Aria e a raiva causada pela dúvida sobre a paternidade. Aria precisa tomar uma decisão: revelar a verdade e contar a Alexandro que está grávida e arriscar tudo por esse amor ou partir em segredo? Em meio a segredos, desejo, ciúmes e desconfiança, Alexandro e Aria caminham por um fio. Mas como decidir o futuro quando o passado é um mistério e o presente, uma tempestade de emoções? Aria suportará toda essa pressão? O que terá o destino reservado para eles? Como poderá Alexandro decidir seu futuro se não recorda seu passado? Qual será o preço de seu esquecimento?
Ler maisEpílogo Extra – Herança de AmorJulianHoje é meu aniversário de vinte e um anos.Acordei cedo, como sempre fazia quando era criança. O sol ainda não havia vencido completamente a neblina da serra, e o cheiro das lavandas do jardim da estufa ainda pairava no arEssa é minha casa. Ainda é.Desci pelas escadas do chalé principal em silêncio, sentindo cada degrau como um pedaço da minha memória. Ali aprendi a andar, a cair, a levantar. Ali chorei pela primeira vez por uma briga boba com um amigo da escola. Ali meu pai me ensinou a usar uma chave de fenda. Ali, minha mãe me ensinou a plantar uma semente.No balcão da cozinha, havia um bilhete. Com a caligrafia que reconheço de longe: “Filho, estamos na estufa. Te esperamos com amor.Com carinho,Mamãe e papai.”Senti um nó na garganta. Porque mesmo adulto, eu ainda sou o menino que corria com a mochila nas costas para ver minha mãe regar as mudas e meu pai explicar planilhas e projetos com aquele brilho nos olhos.Visto uma camisa bra
Herança de EsperançaAria.A brisa da manhã é suave e perfumada com hortelã e manjericão. Caminho descalça pelo jardim do resort, sentindo a terra fresca sob meus pés. Julian corre adiante, o cabelo voando, rindo enquanto persegue borboletas que parecem dançar só para ele.Alexandro me observa de longe, apoiado no parapeito de madeira da varanda, como quem ainda precisa se convencer de que esse momento é real. E eu o entendo. Eu também às vezes acordo no meio da noite esperando reencontrar a solidão.Mas a realidade agora é outra.Quando me aproximo, ele estende a mão, como faz desde que me reencontrou. É um gesto simples, mas cheio de significado. Eu a seguro.— Ele está diferente. Comento, olhando Julian, que agora tenta construir uma pequena casa com pedras. — Mais feliz, mais seguro.— Porque ele sente que estamos aqui. Juntos. Alexandro sorri, e aquele sorriso ainda me tira o fôlego, mas agora, com um misto de gratidão e tranquilidade.Silêncio. Daqueles bons, que acolhe
Epílogo 3: Flores que PermanecemAriaA brisa da montanha traz o perfume das lavandas em flor. Caminho pelo jardim do Instituto com Julian ao meu lado, agora com quase cinco anos, de mochila nas costas e uma curiosidade que nunca se apaga dos olhos. Ele corre na frente, indo cumprimentar Marta, a nova orientadora do centro de formação, com um abraço caloroso que me faz sorrir.O Instituto Aria já está ativo há um ano. Foram doze meses de construção, treinamentos, parcerias com empresas locais e seleção criteriosa de profissionais. Agora, acolhemos mulheres de várias regiões do país, vindas de abrigos, casas de apoio ou indicações judiciais. Cada uma delas com uma história. Cada uma delas com uma cicatriz. E todas com uma possibilidade.Hoje, a rotina está mais tranquila. As oficinas de costura e marcenaria estão em andamento. As crianças brincam sob o pé de pitanga. Ao longe, vejo Alexandro conversando com Adriano e Miguel, todos com pastas nas mãos e semblantes serenos. Ele
Epílogo 1: Amor que PermaneceAriaA noite cai silenciosa sobre o vale. As luzes do resort desenham um caminho dourado até a estufa de orquídeas, e eu o sigo, em silêncio, com o coração acelerado. Julian já dorme, abraçado ao novo travesseiro que Alexandro trouxe de surpresa com estrelas bordadas à mão. Um gesto pequeno. Mas que, para mim, tem o peso de um universo inteiro.Entro na estufa e o encontro lá, regando as últimas flores, como fazia nos velhos tempos. Seu perfil está calmo, mas há algo no modo como ele segura o regador, como se cada gota tivesse o peso de uma lembrança. Ele me ouve e vira devagar.— Não pensei que viria. Diz, com a voz baixa, íntima.— Nem eu. Mas aqui estou.Ele sorri, um pouco tenso. Deixa o regador no chão e se aproxima, passo a passo, até que o cheiro de hortelã e orquídeas se mistura com o da sua pele.— Às vezes ainda acordo com medo de que tudo isso seja um sonho. Confessa. — O instituto, Julian... você.— Não é um sonho, Alexandro. É resultado
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