[DIAS DEPOIS]
Estou parada no meio da sala do meu apartamento, olhando em volta como se algo estivesse errado.
A mala preta de rodinhas — uma só — está aberta no chão, encostada no sofá. Dentro dela: algumas camisetas, calças jeans, um moletom velho do Flamengo, um par de tênis surrado, uma nécessaire pequena e uma foto emoldurada da mãe dele, a Joana, sorrindo numa praia qualquer.
É tudo.
Marcos está na cozinha, tentando descobrir onde guardo as canecas, fazendo barulho desnecessário com