Ele parou, como se as palavras fossem pesadas demais para continuar. O silêncio que caiu entre nós era sufocante, o cheiro de bolo e café agora parecendo distante, quase irreal. Percebi que o que ele estava prestes a dizer era sério, mais profundo do que eu podia imaginar. Sem pensar, levantei-me da cadeira e me sentei ao lado dele, minha mão encontrando a dele sobre a mesa, um toque hesitante, mas firme, tentando oferecer algum conforto.
— Marcos... — murmurei, apertando de leve os dedos del