O cano gelado da arma pressionava minha têmpora.
O sorriso de Ana, iluminado pela luz fraca da lâmpada, era o retrato da loucura disfarçada de elegância.
— Então é isso, mana — ela sussurrou. — Vamos descobrir se Rafael é um herói de verdade… ou apenas mais um homem disposto a assistir você morrer.
Meus pulsos sangravam contra as correntes. Eu tentava manter o olhar firme, mas dentro de mim algo tremia: não era medo da morte, era medo do que viria depois.
Do lado de fora, o inferno já havia com