Capítulo 22 – O jogo do pai
As paredes blindadas do bunker dos Santos pareciam me esmagar, como se quisessem me lembrar que, lá fora, a guerra ainda queimava.

Olga estava sob custódia. Ferida, humilhada, mas viva. E, de repente, aquilo não parecia uma vitória.

Parecia uma sentença.

Eu olhava para a tela do celular, ainda com a mensagem anônima em letras maiúsculas:

“QUEM VAI TE SALVAR DE SUA PRÓPRIA FAMÍLIA?”

Meu pai. Carlos Ayra.

O homem que me deu a vida, mas que, desde o início, nunca me deu nada além de correntes invis
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