O céu estava cinzento naquela manhã de quinta-feira, e uma brisa úmida parecia anunciar que algo prestes a acontecer seria irremediável. Alice passava um pano sobre o balcão da pequena cozinha, mas sua mente estava a quilômetros dali — ou, mais precisamente, de volta ao instante em que os olhos de Daniel encontraram os seus, no cemitério, dois dias antes.
Desde então, o tempo parecia escorregar entre os dedos. Cada minuto era uma lembrança e, ao mesmo tempo, uma fuga.
A presença de Daniel havia