Érico
Saí da faculdade com a cabeça fervendo. O ar frio da tarde parecia aliviar um pouco, mas o aperto no peito não passava.
Enquanto caminhava pelas calçadas meio desertas, vi um rapaz segurando uma bebezinha no colo — ela usava um macacão cor de rosa e balançava os bracinhos como se fosse dona do mundo.
Por um instante, fiquei parado, olhando.
“E se fosse uma menina também?”, pensei.
Aquela vozinha maldita sussurrou no fundo: “Você nem tem certeza se é seu…”
Mas eu calei essa voz.
A Enya não