Érico
Eu fiz o que tinha que fazer com a Laís, mas assim que a porta se fechou, o calor do momento ficou pra trás.
O corpo pode até ter se entregado, mas a cabeça… a cabeça ficou com a Enya.
Pensei no perfume dela — aquela mistura doce e sóbria que grudava na pele e me fazia perder o rumo.
No jeito como os cabelos caíam pelos ombros, meio bagunçados, meio certos demais, como se ela não soubesse o que fazer com tudo aquilo.
E, principalmente, no jeito que ela ficava quando estava nervosa — morde