O dia estava claro, com sol forte e vento frio — aquela combinação que parece impossível, mas que deixava a fazenda ainda mais bonita. Ashiley chegou cedo, acompanhada de Marina e da equipe mínima aprovada: uma fotógrafa mulher e um assistente de luz. Nada de drones, nada de making of, nada de gravação.
Gustavo já estava lá, caminhando perto do lago, blazer leve e camisa aberta no primeiro botão. Ele conversava com dois seguranças, apontando rotas e posições. Controlava tudo, como sempre.
Quando viu Ashiley, ele terminou rápido o assunto e se aproximou.
— Dormiu bem? — perguntou.
— Não — ela respondeu, sincera. — Mas estou pronta.
Ele assentiu. Eles nunca fingiam e esse era o ponto.
A fotógrafa, Clara, cumprimentou os dois com um sorriso discreto.
— Quero fotos naturais — disse ela. — Nada posado demais. Só vocês andando, conversando… sendo vocês.
Ashiley quase riu. “Sendo vocês” não fazia sentido para um casal que mal se tocava. Mas ela não discutiu.
Gustavo respondeu primeiro:
— Tud