Gustavo ainda segurava a foto quando a porta foi trancada atrás do segurança.
O sítio, antes silencioso, parecia agora um lugar hostil — como se a natureza ao redor tivesse percebido que algo sombrio estava se aproximando.
Ashiley não conseguia tirar os olhos da imagem.
Ela e Gustavo.
O toque.
O momento mais íntimo que dividiram.
Exposto numa folha impressa como uma ameaça.
— Por que ela está fazendo isso? — murmurou.
Gustavo largou a foto na mesa com força.
— Porque ela quer controle.
Pausa.
— E porque perdeu completamente ele.
A tensão entre eles estava tão densa que qualquer som seria demais. O segurança na porta se aproximou.
— Senhor, encontramos rastros do que parece ser pneus. Alguém ficou parado ali por pelo menos meia hora.
— Ela está rondando — Gustavo disse, tenso. — Quer nos assustar antes de atacar.
Ashiley cruzou os braços, tentando controlar o tremor nas mãos.
— Então ela está perto… agora?
Gustavo olhou para a janela.
— Sim.
Os seguranças foram para o perímetro.
Gustav