O comboio seguiu até o condomínio novo sem nenhum desvio. Dois carros à frente, um atrás. Tudo calculado, tudo fechado, tudo controlado — exatamente como Gustavo queria.
Quando o carro parou na garagem da casa, Ashiley hesitou antes de descer.
Não era medo.
Era… estranheza.
Era a primeira vez que entrava ali sem estar escondendo nada de ninguém.
E a primeira vez que entraria com Gustavo.
Ele abriu a porta para ela, sem a pressa de antes, sem a tensão agressiva do dia.
Era outra coisa agora.
Uma calma desconfortável — o tipo de calma que só existe depois que algo importante acontece e ninguém sabe falar sobre.
— Está segura aqui — ele disse.
— Eu sei — ela respondeu, mesmo não sabendo se sabia de verdade.
Eles entraram.
A casa estava silenciosa, iluminada apenas pelas luzes automáticas do corredor. Parecia acolhedora, mas também parecia esperar algo — como se os dois trouxessem uma energia que o lugar ainda não estava acostumado.
Gustavo caminhou primeiro, verificando as portas, janela