Ashiley acordou com o som baixo da água caindo no chuveiro. Ficou alguns segundos de olhos fechados, reconhecendo o quarto, a cama, o cheiro que já começava a associar a segurança. Não havia sobressalto. Não havia aquele impulso antigo de checar o celular, de se preparar para alguma cobrança invisível.
Ela levantou devagar e caminhou até a porta do banheiro. Encostou no batente, observando Gustavo de costas, a água escorrendo pelos ombros, o vapor preenchendo o espaço. Não havia pressa nem expectativa. Apenas presença.
— Você costuma acordar cedo assim? — ela perguntou.
Ele virou o rosto, surpreso, e sorriu ao vê-la ali.
— Não — respondeu. — Só quando acordo em paz.
Ela entrou, apoiando-se na pia, sentindo o calor do ambiente.
— Isso é novo pra você?
— Muito — ele disse. — Mas eu estou gostando.
Ashiley ficou ali mais um pouco, conversando coisas sem importância. Depois, voltou para o quarto e escolheu uma roupa leve, sem pensar em agradar ninguém além de si mesma. Quando Gustavo saiu