Gustavo desceu as escadas da mansão com passos firmes.
Não era pressa.
Era fúria controlada.
Aline estava na sala principal, cercada de duas funcionárias, contando sua versão venenosa das coisas.
Quando viu Gustavo se aproximar, empalideceu.
Ele dispensou as funcionárias com um olhar.
— Aline. A gente precisa conversar.
Ela cruzou os braços, a expressão ainda atrevida.
— Não tenho nada a falar com você.
— Então eu falo.
A voz dele saiu baixa, carregada de verdade.
— Você passou dos limites.
Aline sorriu, mas o sorriso não alcançou os olhos.
— Só contei o que todos vão descobrir cedo ou tarde.
— O que você contou é mentira — ele rebateu. — E você sabe.
Ela deu um passo à frente.
— Mentira?
Pausa.
— Ou só a parte que você não quer admitir?
Gustavo respirou fundo.
Ela queria provocar.
Ele não ia morder a isca.
— Aline, você tem algum problema com a Ashiley?
Ela mordeu o lábio, nervosa.
— Ela voltou do nada e tomou tudo de mim.
A voz saiu amarga.
— Atenção. Família. E agora… você.
Gustavo