Os dias seguintes foram envoltos em uma névoa estranha e silenciosa, mas pela primeira vez em semanas, não era um silêncio hostil. Era um silêncio de cura.
Gabriel não foi à empresa. Ele transformou o quarto de hóspedes (onde eu ainda me sentia mais segura do que no nosso quarto principal) em seu escritório temporário, mas passava a maior parte do tempo sentado na poltrona ao lado da minha cama, lendo relatórios ou apenas me observando dormir.
Ele me alimentava. Sopas, caldos, frutas cortadas e