Acordei com o cheiro forte de álcool sob meu nariz. Abri os olhos e vi o teto familiar do meu quarto. Gabriel estava sentado na beira da cama, segurando minha mão com tanta força que meus dedos estavam brancos. O Dr. Arantes estava do outro lado, guardando um frasco de sais.
— Elisa? — a voz de Gabriel estava trêmula. — Você está bem?
A memória voltou como uma onda de água gelada. Mariana. O envelope. A gravidez. Puxei minha mão da dele como se ele estivesse em chamas. — Não me toque — sussurre