O corredor estava imerso na penumbra. Sentei-me no chão de madeira, esticando as pernas, e apoiei a cabeça na porta trancada. Eu podia ouvir a respiração dela do outro lado. Irregular. Assustada. Ela estava ali, encostada na mesma madeira que eu, provavelmente segurando aquela faca de cozinha como se fosse sua única amiga.
— Elisa… — comecei, a voz embargada. — Eu sei que você está aí. E sei que você está armada. Você tem todo o direito de estar.
Houve um silêncio tenso. Nem um som.
— Eu recebi