Passei o dia inteiro com o celular na mão, esperando o momento certo. O número dela — Elena, o fantasma que nunca deixou de assombrar cada canto da minha vida — parecia brilhar na tela como uma ferida mal cicatrizada. O silêncio entre nós desde a última mensagem me deixava em alerta. Não era o tipo de mulher que ficava quieta por muito tempo. E, se estava calada, era porque tramava.
Enquanto preparava o almoço, observei meu marido de relance. Ele se movia pela cozinha sem perceber que cada gest