A Casa Raízes estava cheia de movimento naquela manhã. O cheiro de pão fresco se espalhava pelo corredor, misturado às vozes que ecoavam de diferentes salas: algumas mulheres costuravam, outras pintavam murais, algumas adolescentes riam em roda. Mas havia um silêncio particular vindo do quarto de Luana.
Clara percebeu a ausência dela no café da manhã e subiu as escadas devagar. Encontrou a porta entreaberta. A menina estava sentada na beira da cama, os olhos fixos no chão, como se carregasse um