Cinco anos haviam se passado desde aquela última audiência. O mundo girara rápido, e a vida de Clara se transformara em algo que jamais imaginara quando ainda era prisioneira da dor. O mar, que antes representava despedidas, agora era símbolo de permanência. A pequena cidade costeira tornara-se lar, não refúgio.
Na estante de sua sala, ao lado de vasos de flores coloridas, havia agora uma coleção de cadernos encadernados. Cada um contava pedaços de sua caminhada: da traição à superação, do luto