O telefone de Clara tocou numa manhã cinzenta, quando ela ainda tomava café na cozinha da nova casa. O cheiro do pão que havia assado enchia o ambiente, mas a voz do outro lado da linha dissipou o calor do momento. Era Augusto, o advogado.
— Clara, preciso te informar. — A voz dele estava séria, quase cautelosa. — Adriano conseguiu que a apelação fosse aceita para análise.
A xícara tremeu em suas mãos. — O que isso significa?
— Significa que ele vai tentar reduzir a pena. E que, de alguma forma