Felipe Diniz
Desço do carro e, de imediato, sinto os olhares como pressão no peito — olhos que medem, que recuam, que se acomodam ao saber do que sou capaz. A clínica tenta fingir normalidade; eu sinto a falsidade como cheiro de sabonete barato. Nada me surpreende. Só aumenta a precisão do meu foco.
Caminho pelos corredores como quem pisa em território de caça. Passos longos, controle absoluto. Cada músculo atento. Cada respiração calculada para não entregar o que realmente pulsa por baixo: um