Helena
A porta da sala do pânico se fecha atrás de mim com um clique metálico que parece cortar o ar ao meio. O som é seco, definitivo — quase cruel. Ele abafa o caos do lado de fora: passos correndo pelo corredor, ordens cuspidas com urgência, o barulho nervoso dos rádios. Até o prédio parece respirar depressa demais, como se sentisse o mesmo pânico que pulsa no fundo da minha garganta. Aqui dentro, a sensação é pior. O silêncio não é acolhedor. É um silêncio que pesa, que encosta na pele, que