Sala do Pânico

Helena

A porta da sala do pânico se fecha atrás de mim com um clique metálico que parece cortar o ar ao meio. O som é seco, definitivo — quase cruel. Ele abafa o caos do lado de fora: passos correndo pelo corredor, ordens cuspidas com urgência, o barulho nervoso dos rádios. Até o prédio parece respirar depressa demais, como se sentisse o mesmo pânico que pulsa no fundo da minha garganta. Aqui dentro, a sensação é pior. O silêncio não é acolhedor. É um silêncio que pesa, que encosta na pele, que parece se mover comigo. O ambiente é todo aço reforçado, concreto blindado, tecnologia suficiente para manter um presidente vivo durante um ataque… e mesmo assim, eu sinto como se fosse eu a coisa frágil aqui dentro. Um cofre não é garantia de nada quando quem está te caçando é Adrian Navarro.

Começo a andar.

Um passo. Outro. Mais um.

O som dos meus saltos ecoa duro, irritante, batendo contra as paredes como se estivesse marcando a contagem regressiva para algo que eu não consigo prever. Abraço
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