Helena
A espera não machuca o corpo — ela corrói a alma. É uma tortura limpa, quase elegante, porque não deixa marcas visíveis, só rachaduras internas. Cada segundo se alonga como se tivesse consciência do meu medo. Meu coração bate em um ritmo errado, indeciso, como se também não soubesse se deve acelerar para fugir, endurecer para lutar ou simplesmente parar para não sentir mais nada.
A sala blindada continua a mesma: vidro à prova de balas, aço frio, homens armados posicionados como sentinel