No meu jogo... eu sempre venço
Felipe Diniz
Os dias seguintes corroem minha tolerância como ácido. Cada novo relatório, cada planilha que cruza minha mesa, só reafirma o mesmo nome: Lucas Magalhães. Aparece em fichas, em bilhetes e em anotações de hospital — sempre sussurrado, sempre vergado a sigilo. Alguém trabalhou para enterrá-lo, para torná-lo inexistente. E eu odeio fantasmas.
Um irmão? Um filho? Um amante que ela protegeu com silêncio e fogo? A dúvida se instala no estômago como uma pedra quente que não me deixa em