Eu sou o veredito

Felipe

Corro pelos corredores com passos longos, firmes e calculados. Não é pressa. É precisão. A pressa entrega medo, nervosismo e desequilíbrio. A calma, por outro lado… anuncia um veredito.

E hoje — eu sou o veredito.

O som dos meus sapatos ecoa no piso de mármore com um ritmo que parece avisar a todos que algo está prestes a acontecer. Um aviso silencioso, mas mortal. E cada funcionário que ergue o rosto quando eu passo parece sentir isso na pele. Olhares se desviam, conversas morrem no meio da frase, alguém prende a respiração. A empresa inteira sabe e sente tudo o que está acontecendo, mas principalmente, tudo o que está prestes a acontecer.

Meu celular vibra no bolso.

Eduardo.

Abro a mensagem sem parar de andar:

> “Ele ainda está na sala. Mas… Felipe… você precisa ver isso.”

Fecho o aparelho sem responder. Não porque não quero. Mas porque não consigo. Se eu digitar qualquer coisa agora, meus dedos vão tremer. E eu não posso me dar ao luxo de tremer.

O ar no corredor está pesado
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