Helena
O mundo ainda cheira a fumaça. Aos poucos, o som das sirenes diminui, a confusão dos bombeiros fica distante, e ficamos só nós dois, sentados na traseira da ambulância, envoltos em cobertores térmicos que tremem junto com nossos corpos. A mão de Felipe está na minha.
Quente. Tremendo. Suja de sangue — dele — e fuligem — nossa. Mas ele está ali comigo, e é isso que importa. Adrian mais uma vez tentou nos destruir, mas ele não conseguiu. Sabe por quê? Porque um amor verdadeiro como o de F