Helena
O andar 28 sempre foi silencioso demais. Ele guarda documentos antigos, caixas cheias de papéis e contratos que ninguém mais lê. É um lugar esquecido. Um lugar “neutro”. Mas hoje… hoje ele parece um altar. E eu, a oferenda. As luzes estão mais fracas que o normal. O ar, mais frio. A cada passo, meus saltos ecoam como se anunciassem que algo está muito errado. Eu sinto. Meu corpo sente. Minha pele sente. A porta da sala de contratos está aberta alguns centímetros. E antes mesmo de tocar n