Mundo de ficçãoIniciar sessãoAo experienciar constantes sensações de déjà vu, Nayole se vê presa em um paradoxo temporal, onde o passado e o presente se mesclam em uma trama repleta de segredos e mistérios. Enquanto tenta desvendar o enigma por trás dessas estranhas experiências, ela se vê cada vez mais envolvida em um jogo perigoso, onde a verdade pode ser mais aterrorizante do que ela jamais imaginou. À medida que os acontecimentos se desenrolam, a sensação de déjà vu se intensifica, levando Nayole a questionar sua própria sanidade. Em um cenário onde nada é o que parece, ela se vê cercada por sombras do passado que ameaçam consumi-la. Enquanto tenta desvendar o mistério por trás de sua experiência estranha, ela se vê envolvida em uma teia de segredos e mentiras, onde a verdade se torna cada vez mais distorcida e perturbadora. O que a leva questionar a própria percepção da realidade.
Ler maisNAYOLE AKELLO Minha cabeça latejava, sentia que poderia explodir a qualquer momento,no entanto uma onda de ânsia me atingiu e logo em seguida a vontade de vomitar o que não tinha veio em cheio. gatinhei rapidamente até a borda da cama e me abaixei e tirei o que não havia no meu estômago. Me levantei e olhei para o teto, uma lágrima escorreu, de tristeza, raiva , medo e ansiedade. Eu só posso estar louca, isso não é real. Não é real. Meu coração disparava a mil e suava como se tivesse corrido uma maratona. Olhei para a janela e chuva caía intensamente na manhã fria, como se o céu estivesse despejando suas lágrimas sobre a mansão.O vento uivava por entre as fissuras nas janelas, criando um som que me gelava a alma. Estava envolta em uma sensação nebulosa, um desconforto que me acompanhava desde que acordara a essa mansão sombrio. A imagem de Apollo Mthunzi se desenhou em minha mente como uma sombra indelével, um pensamento que eu não conseguia expelir. Levantei da cama, ignoran
NAYOLE AKELLO Não sei explicar a sensação desconhecida que habita em mim, mas tudo parecia familiar, como um eco distante de memórias enterradas. Ao acordar na cela, olhando para as paredes fracas com manchas de um passado que não era meu, me pergunto se não estou perdendo a sanidade. A luz fraca e os grilhões da solidão ecoavam em minha mente, um cômodo sombrio onde a esperança parecia ter se esgotado.“O que você fez, Nayole?!” A pergunta ecoava na minha mente, um mantra ensurdecedor que me seguia como uma sombra. Uma sombra pesada, que me deixava angustiada. A primeira noite sem dormir foi a mais cruel, e a terceira também. Cada minuto se arrastava, como se o tempo estivesse congelado, e eu me sentia como uma fugitiva de mim mesma. As paredes da prisão tinham um cheiro de mofo e horror; eram como os muros de uma caverna sem saída. Aquelas noites escuras me lembravam de outras situações em que me perdi, um déjà vu que me disfarçava. Eu via rostos que não conhecia, ouvia vozes que
Nayole AkelloO teto branco do hospital se despedaçava em fragmentos de realidade, como se tivesse se tornado um reflexo do meu estado interior. Deslocara a cabeça para trás, buscando no seu vazio respostas que pareciam sempre escapar por entre meus dedos. O que restava de mim num mundo que parecia virado de cabeça para baixo?— Eu não sei! — exclamei, a voz embargada, misturando desespero e confusão. — Eu só queria que tudo isso fosse um pesadelo.Do outro lado da sala, Manuela estava parada, com a mandíbula tensa e os ombros caídos. O olhar fixo no chão, já não sentia a necessidade de encarar-me. Cada segundo que se passava entre nós era um golpe profundo em minha sanidade. Lembro-me de como seu rosto se contorceu em uma expressão de dor e incerteza.— Eu não sei o que pensar. — As palavras dela me afetaram como um golpe na primavera. Nesse momento, percebi que a fé dela em mim estava desmoronando. "Ela não acredita em nós", ressoou em minha mente, uma sombra dolorosa que não queria
Nayole Akello Nunca acreditei nas sombras ou forças ocultas. Lembro-me, como se fosse ontem, dos dias em que ouvia histórias contadas por Mzabia, a velha guardiã do orfanato onde passei a maior parte da minha vida. “Os antepassados reencarnam nas crianças órfãs,” ela dizia, com os olhos fixos em mim. Na sua voz rouca havia uma advertência, uma premonição que não levei a sério. Eu tinha 18 anos e uma sede insaciável por liberdade, e acreditava que o que se escondia atrás daquelas histórias era apenas o medo de um futuro desconhecido.Naquela noite, a atmosfera na boate estava densamente carregada. Luzes pulsantes cortavam a escuridão, e a música reverbera como um coração agitado. Eu precisava ir ao banheiro, a urgência se tornava insuportável. Ao abrir a porta do cubículo e enquanto me ocupava com o que tinha que fazer, senti um frio na espinha que me fez hesitar. Era uma sensação estranha, uma sombra que me observava nas paredes sujas e desgastadas do banheiro. "É só a sua imaginação










Último capítulo