A casa estava em silêncio, mas não era o mesmo silêncio de antes. Era um silêncio denso, cheio de ruídos internos — de memórias reviradas, palavras ditas e feridas que, mesmo cicatrizadas, voltaram a arder sob a pele.
Lucca fechou a porta da sala devagar, como se respeitasse aquele instante frágil. Amanda ainda estava parada junto à mesa, os dedos deslizando levemente sobre a superfície de madeira, como se precisasse tocar algo real para não se perder na vertigem do que sentia.
Ele se aproximou