O dia seguinte amanheceu com o céu encoberto, pesado, como se o universo também soubesse o que estava por vir. Amanda mal dormira. A mensagem misteriosa ainda martelava em sua mente com um peso sufocante. Cada palavra latejava como um presságio.
Ela se agarrou à rotina — café preto, amargo, forte — como se isso pudesse lhe devolver alguma firmeza. A cozinha estava silenciosa, mas o silêncio não era paz. Era expectativa. Algo pairava no ar. Algo que ela não sabia nomear, mas sentia nos ossos.