Saí do quarto sem olhar para trás. O som abafado da televisão ligada na sala misturava-se aos meus pensamentos, cada vez mais distorcidos.
Não havia como voltar à cama depois daquilo. Nem havia cama onde deitar, na verdade. Apenas um passado que parecia se desfazer, camada por camada, diante dos meus olhos. E no fundo, bem fundo, eu já não tinha certeza se era uma raiva, ou um alívio, eu não sentia mais vontade de tocar em Maria Clara, em estar perto.
O peso do que estava acontecendo, transitava