Caius Varella
O som do despertador tocou.
Não que eu precisasse dele. Não que eu tivesse dormido, de verdade.
Passei a mão no rosto, respirando fundo, sentindo o peito pesado, como se o corpo inteiro tivesse apanhado a noite toda. Na real… apanhou.
Da vida.
Dela.
De mim mesmo.
Levantei, vesti a calça social, a camisa. As mãos tremiam quando ajeitei a barra da manga. Fitei meu reflexo no espelho.
Quem é você, Caius?
Essa pergunta já parecia tatuada na minha testa nos últimos dias.
Saí do quarto.