POV Caius Varella
A porta do quarto do hospital se abriu devagar, e uma onda de alívio quase me derrubou. Primeiro entrou Dona Nair, com aquele jeito calmo e acolhedor que só ela sabe ter. O cheiro familiar do perfume dela invadiu o ambiente, e mesmo ali, naquele lugar frio e cheio de máquinas, senti um pouco do calor de casa.
— Selene, minha filha... — a voz dela era um abraço.
Segurei a mão de Selene mais firme, e a vi tentar sorrir, aquela luta para parecer forte.
Logo depois entrou meu sogro