Caius Varella
Acordei antes dela.
O corpo ainda doía daquele jeito gostoso que só vem quando a gente esquece do mundo na pele do outro.
Mas a cabeça...
O peito...
Era outro campo de batalha.
Levantei devagar, puxei ela pra mais perto, encaixei no meu peito. Selene resmungou algo incompreensível, jogou a perna por cima de mim, como quem diz sem palavras: “Fica. Só mais um pouco.”
E eu fiquei.
Por alguns minutos.
Só ouvindo a respiração dela, contando cada segundo como quem segura um fio