A manhã chegou encoberta por uma chuva fina que riscava as janelas.
O vento balançava as cortinas com um som de lamento suave, como se a casa respirasse mais fundo nos dias cinzentos.
Mila acordou devagar, com a sensação de que algo a puxava de volta ao sótão.
Por dias, tinha evitado descer até aquele espaço.
Era mais fácil fingir que não havia nada ali que pudesse mudar o jeito como via a mãe.
Mas naquela manhã, entendeu que não podia mais adiar.
Não se quisesse começar de verdade.
Fez café e