Na manhã seguinte, Mila acordou antes do despertador.
A luz cinza entrava pelas frestas da cortina, pintando o chão com manchas frias.
Mas, por dentro, ela sentia um calor que não vinha do sol.
O abraço de Blerim ainda estava nela.
Como se as mãos dele tivessem deixado alguma marca invisível que ninguém mais podia apagar.
Sentou-se na beirada da cama e respirou fundo.
Lembrava de outras manhãs em que acordava com pressa de não sentir nada.
Agora, o medo era outro:
Sentir tudo de uma vez.
Fez ca